TJ do Piauí alerta para golpe com falsos promotores e oficiais de Justiça
Criminosos simulam comunicações oficiais da Justiça para pedir dinheiro e informações pessoais.
O Tribunal de Justiça do Piauí emitiu um alerta após denúncias de golpistas que estariam se passando por promotores e oficiais de Justiça para aplicar golpes no estado.
Segundo o tribunal, os criminosos utilizam nomes de supostos servidores, dados reais de processos em andamento e mensagens que imitam comunicações oficiais para tentar enganar vítimas e conseguir dinheiro ou informações pessoais.
Entre os nomes usados nas abordagens estão “Maria Alice” e “Marcos Araújo”. De acordo com o TJ-PI, os golpistas entram em contato com pessoas envolvidas em processos judiciais e se aproveitam do acesso a informações processuais para dar aparência de credibilidade ao golpe.
📌 Como o golpe funciona
Segundo o tribunal, os criminosos enviam mensagens ou fazem ligações afirmando representar a Justiça.
Em alguns casos, as vítimas recebem cobranças falsas, pedidos de transferência bancária ou solicitações de dados pessoais e processuais.
O TJ-PI reforçou que comunicações oficiais da Justiça acontecem exclusivamente pelos canais disponibilizados no site oficial do órgão.
📌 O que fazer para não cair no golpe
A orientação do tribunal é:
- Não realizar pagamentos sem confirmação oficial
- Não compartilhar dados pessoais
- Não enviar informações processuais por aplicativos ou telefone
- Confirmar qualquer contato diretamente nos canais oficiais do TJ-PI
O supervisor-geral do Conselho Permanente de Segurança Institucional, desembargador Francisco Gomes da Costa Neto, afirmou que a população deve desconfiar de mensagens recebidas fora dos meios oficiais da Justiça. “Qualquer contato realizado por meios diversos deve ser desconsiderado e comunicado às autoridades competentes”, destacou.
📌 O que fazer em caso de suspeita
O tribunal orienta que vítimas ou pessoas que receberem contatos suspeitos registrem boletim de ocorrência e comuniquem imediatamente o caso ao TJ-PI.
Segundo o órgão, a medida busca evitar novos golpes e proteger pessoas envolvidas em processos judiciais no estado.
