Correio Piauiense

Notícias

Colunas e Blogs

Outros Canais

Operação prende 20 pessoas por golpe bancário; prejuízo chega a R$ 12 milhões

Criminosos usavam laranjas e documentos falsos para conseguir empréstimos e abrir contas.


Uma operação policial deflagrada nesta sexta-feira (04) prendeu 20 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes bancárias que causou um prejuízo estimado em mais de R$ 12 milhões. A ação, batizada de Operação Personagens, foi realizada nos estados do Piauí e Maranhão.

A investigação aponta que a organização criminosa usava documentos falsos e pessoas em situação de vulnerabilidade, os chamados "laranjas", para aplicar os golpes. Os criminosos criavam perfis falsos com os dados de aposentados ou beneficiários do INSS para abrir contas em bancos, contratar empréstimos, emitir cartões de crédito e fazer movimentações financeiras ilegais.

Foto: Divulgação/ PC-PIPolícia prende 20 suspeitos de fraudes bancárias no Piauí e Maranhão.
Polícia prende 20 suspeitos de fraudes bancárias no Piauí e Maranhão.

A operação, chamada Personagens, foi coordenada pela 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais (DEPATRI) de Parnaíba, com apoio da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí. Foram cumpridos 27 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em Parnaíba, Luís Correia, Imperatriz (MA) e outras cidades.

Um dos líderes do grupo foi preso no Maranhão. Segundo a polícia, ele viajava pelo Brasil ensinando como aplicar esse tipo de golpe. Outro integrante do esquema está na Europa e será incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

Foto: Divulgação/ PC-PIDelegado Anchieta Nery, diretor de Inteligência da SSP.
Delegado Anchieta Nery, diretor de Inteligência da SSP.

“Eles criavam um personagem com o rosto de um laranja e os dados de uma vítima real. A partir disso, conseguiam validar contas e contratar empréstimos com valores altos. O dinheiro ia para contas controladas por intermediários e depois para os chefes da organização”, explicou o delegado Anchieta Nery, diretor de Inteligência da SSP.

A polícia também identificou fraudes envolvendo milhas aéreas, seguros e outros serviços bancários. O grupo operava com divisão de tarefas e agia há pelo menos um ano e meio, segundo os investigadores. Os responsáveis agora devem responder por estelionato, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil do Piauí segue investigando o caso e tenta identificar mais envolvidos, além de recuperar os valores desviados.

Comente