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Vereadora segue presa após audiência; MP analisa pedido de liberdade

Juíza explicou que vereadora tem direito à Sala de Estado Maior por ser advogada.


A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) continuará presa após audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (04), no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). A decisão foi tomada pelo juiz Luiz Henrique Moreira Rego, responsável pelo caso.

Durante a audiência, a defesa de Tatiana pediu o relaxamento da prisão preventiva, argumentando que outras medidas cautelares seriam suficientes. No entanto, o Ministério Público Eleitoral solicitou mais tempo para avaliar o caso e ainda não se manifestou sobre o pedido. Enquanto isso, a vereadora segue presa.

Foto: Reprodução/ AscomVereadora Tatiana Medeiros (PSB).
Vereadora Tatiana Medeiros (PSB).

A juíza Melissa Pessoa, que é auxiliar da Corregedoria do TRE-PI, coordenadora do Núcleo de Juízes de Garantia e ouvidora da Mulher, explicou que a audiência de custódia é um procedimento legal previsto para todas as pessoas presas, com o objetivo de garantir seus direitos. Segundo ela, o processo transcorreu normalmente.

“A audiência de custódia é uma etapa natural quando acontece uma prisão. É um direito daquele que é preso de ser apresentado ao magistrado e de pedir, por exemplo, a sua liberdade”, afirmou a juíza.

Foto: Reprodução/ AscomJuíza Melissa Pessoa, que é auxiliar da Corregedoria do TRE-PI.
Juíza Melissa Pessoa, que é auxiliar da Corregedoria do TRE-PI.

Ela também informou que a decisão de manter Tatiana presa foi acompanhada da determinação para que a vereadora seja transferida para uma Sala de Estado Maior, no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG). A medida foi concedida após solicitação da defesa e está prevista no Estatuto da Advocacia, já que Tatiana é advogada.

“Foi uma determinação a partir do pedido dos seus advogados. É um direito que ela tem porque é formada em Direito. O Estatuto da Advocacia prevê esse direito, e o juiz deferiu”, disse Melissa Pessoa.

Foto: Reprodução/ AscomQuartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG).
Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG).

Ainda segundo a juíza, o prazo para manifestação do Ministério Público deve ser de cinco a dez dias, mas isso dependerá do próprio órgão. Enquanto isso, Tatiana permanece em prisão preventiva. “Por enquanto, sim. Mas vamos esperar. Existem medidas que os advogados podem propor, como habeas corpus. Então, vamos aguardar a tramitação natural desses remédios”, completou.

Melissa destacou ainda que essa é uma fase de investigação, e não de julgamento. Se houver denúncia e ela for aceita, o caso seguirá para outra instância judicial. “Essa fase é de apuração. Não é o processo penal em si. As medidas adotadas foram cautelares, com base na investigação conduzida pela Justiça Eleitoral”, esclareceu.

Operação Escudo Eleitoral

Tatiana Medeiros foi presa na quinta-feira (03), durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, da Polícia Federal. Ela é investigada por crimes de compra de votos, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.

A vereadora já era investigada desde dezembro de 2024, quando foi alvo de uma busca e apreensão. Na ocasião, os policiais também encontraram dinheiro em espécie no imóvel dela.

Segundo a Polícia Federal, a campanha de Tatiana pode ter sido financiada com dinheiro vindo de atividades ilegais, com o objetivo de eleger aliados para garantir influência política a uma facção criminosa atuante no estado.

Foto: Divulgação/ PF-PIMateriais apreendidos durante a ação policial.
Materiais apreendidos durante a ação policial.

Durante a operação, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, documentos e um celular no apartamento da vereadora, localizado na zona Leste da capital.

Desde a prisão, a vereadora permanece em silêncio e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), ao qual ela é filiada, ainda não se manifestou oficialmente.

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