Denúncias de assédio eleitoral dobram no Piauí antes do 1º turno
MPT-PI contabilizou dez registros nesta sexta-feira (2); cinco deles foram feitos em Teresina.
O número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho dobrou no Piauí em apenas um dia. Segundo o Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), o estado tinha cinco registros até quinta-feira (1º) e chegou a dez denúncias nesta sexta-feira (2), a dois dias do primeiro turno das eleições.
Dos dez casos registrados, cinco ocorreram em Teresina. Os demais foram identificados nos municípios de Paulistana, Wall Ferraz, Picos, Barras e São Gonçalo do Gurguéia.
As denúncias envolvem situações nas quais trabalhadores teriam sido submetidos a pressões, ameaças ou constrangimentos relacionados às suas escolhas políticas dentro do ambiente profissional.
O que caracteriza o assédio eleitoral
De acordo com o MPT, a prática pode ocorrer quando alguém utiliza uma relação de trabalho ou uma posição de poder para tentar interferir na liberdade de escolha política de um trabalhador.
Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão:
- ameaça de demissão por causa da escolha política;
- promessa de benefícios condicionada ao voto;
- exigência de participação em atos de campanha;
- obrigação de utilizar materiais de determinada candidatura;
- perseguição ou discriminação por posicionamento político;
- criação de obstáculos para dificultar o exercício do direito ao voto.
O procurador do Trabalho Igor Costa, coordenador regional da Coordigualdade, destacou que o voto deve ser exercido de forma livre e individual e que trabalhadores podem procurar o órgão diante de situações dessa natureza.
MPT terá plantão durante o fim de semana
Diante da proximidade da votação, o MPT-PI terá atendimento especial neste sábado (3) e domingo (4) para receber denúncias e orientar trabalhadores.
O atendimento presencial ocorrerá das 8h às 17h nas unidades de Teresina, Picos e Bom Jesus. O órgão também mantém canais para o recebimento de denúncias e orientações durante o período eleitoral.
A medida busca permitir uma resposta mais rápida a possíveis casos registrados na reta final da campanha e no dia da votação.
