PT em disputa, Cultura em polêmica e vereadores em crise
Confira o que foi notícia nesta quinta-feira (27/03/2025).
“É preciso ter juízo”: Fábio Novo defende diálogo na disputa pelo comando do PT no Piauí
A disputa pela presidência do diretório estadual do PT no Piauí já movimenta articulações, e o deputado estadual Fábio Novo, um dos cotados para o cargo, defende a necessidade de uma liderança com capacidade de diálogo. Ele ressalta que a escolha do novo presidente impactará diretamente as eleições de 2026, influenciando alianças e a reeleição do governador Rafael Fonteles e do presidente Lula.

Além da governabilidade, Novo destaca a importância de ampliar a bancada petista na Câmara dos Deputados, fortalecendo a presença do partido no cenário político. Com a maior representação entre os parlamentares estaduais e federais pelo Piauí, o PT busca consolidar sua influência. Nesse contexto, o deputado se apresenta como um nome preparado para liderar o processo, apostando no diálogo como estratégia central.
A nomeação que gerou controvérsia no Piauí
A nomeação do fisioterapeuta Rodrigo Amorim para a Secretaria Estadual de Cultura do Piauí escancara um velho dilema na política: a valorização da competência técnica ou a prevalência das articulações partidárias? Indicado pelo deputado Fábio Novo, Amorim não tem trajetória reconhecida no meio artístico, o que gerou insatisfação entre agentes culturais, que cobram mais representatividade no comando da pasta.

No entanto, sua proximidade com o parlamentar e sua experiência como assessor evidenciam que, na prática, a cultura segue sendo tratada como uma peça no tabuleiro político.
A polêmica sobre cargos na gestão de Silvio Mendes
O vereador Joaquim do Arroz (PT) reacendeu uma polêmica que persiste nos bastidores da política teresinense: a incoerência de parlamentares que, após não apoiarem a candidatura de Silvio Mendes (União Brasil) nas eleições de 2024, agora cobram cargos na gestão municipal.
Para o parlamentar, é fundamental que os vereadores cumpram o princípio da coerência e não exijam indicações, já que optaram por apoiar Fábio Novo (PT) e, por consequência, não podem esperar retribuição política da atual administração.

Em um cenário de insatisfação crescente, no qual alguns vereadores tentam garantir espaço no governo, a fala de Joaquim do Arroz acende um debate sobre ética na política e a lógica dos acordos pós-eleitorais, que, segundo ele, deve ser pautada pela responsabilidade das escolhas feitas nas urnas.