Hospitais terão de avaliar risco de trombose em pacientes internados; entenda o que muda
Nova regra valerá para unidades públicas e privadas e prevê protocolos para prevenção.
Pacientes internados em hospitais públicos e privados de todo o país passarão a ter o risco de trombose avaliado de forma obrigatória durante a internação. A medida entra em vigor em 180 dias e determina que as unidades de saúde adotem protocolos para identificar pacientes com maior risco de desenvolver a doença e definir medidas preventivas conforme cada caso.
A mudança ocorre em meio ao aumento de casos registrados no país. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 75 mil pessoas foram diagnosticadas com trombose em 2024. Apenas no primeiro semestre de 2025, já foram contabilizados mais de 36 mil casos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60% dos episódios de tromboembolismo venoso estão relacionados à hospitalização, o que faz da doença uma das principais causas de morte evitável entre pacientes internados.
A trombose acontece quando um coágulo se forma dentro de uma veia ou artéria e dificulta ou bloqueia a circulação do sangue. O problema pode surgir após cirurgias, longos períodos de repouso, internações, além de estar associado a fatores como câncer, predisposição genética, tabagismo, hipertensão, diabetes e colesterol elevado. Em casos mais graves, o coágulo pode chegar aos pulmões e provocar uma embolia pulmonar, considerada uma emergência médica.
Os principais sinais de alerta incluem dor intensa, inchaço, vermelhidão, aumento da temperatura e endurecimento da pele, principalmente nas pernas. Quando há embolia pulmonar, os sintomas podem incluir falta de ar, dor no peito, cansaço e tosse com sangue. Especialistas orientam que a prevenção envolve manter uma rotina de atividade física, evitar o cigarro, controlar doenças crônicas e procurar atendimento médico diante de qualquer suspeita.