Grupo suspeito de planejar morte de dois delegados é preso no Piauí
Dez pessoas são investigadas; grupo teria separado R$ 1 milhão para executar os atentados
RedaçãoA Polícia Civil e o serviço de inteligência da Secretaria da Segurança Pública do Piauí deflagraram, nesta segunda-feira (28), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de planejar a morte dos delegados Charles Pessoa e Ayslan Magalhães.
Dez pessoas são alvos da ação, que também tem desdobramentos na Bolívia e no Uruguai, com participação da Interpol.
Segundo as investigações, o grupo teria separado cerca de R$ 1 milhão para executar o plano. O dinheiro seria usado para contratar criminosos de outro estado, além de comprar armas, veículos e alugar um imóvel para dar suporte à ação.
A investigação aponta que o plano teria sido articulado depois de operações policiais que causaram prejuízos a um grupo ligado ao tráfico de drogas no Norte do Piauí. Uma dessas ações ocorreu em Bom Princípio do Piauí, onde cerca de uma tonelada de drogas, principalmente cocaína, foi apreendida em uma propriedade rural.
Delegado era monitorado
Segundo a investigação, os criminosos passaram a monitorar a rotina de Charles Pessoa, incluindo os horários em que ele frequentava uma academia, além de seus deslocamentos e compromissos públicos.
A polícia identificou um plano para atacar o delegado durante um ato político realizado na quinta-feira (24), no bairro Mocambinho, na Zona Norte de Teresina.
O serviço de inteligência descobriu a intenção antes do evento e as forças de segurança foram mobilizadas para impedir o possível ataque.
Investigados
Entre os alvos estão A.A.S., o “Pavão”, apontado como integrante da estrutura de liderança do grupo; J.V.C., o “Meia-Noite”, que seria responsável pela coordenação do plano e pela escolha dos executores em Fortaleza (CE); C.N.F., o “Barba”, investigado por transmitir ordens; e A.D.P.N., o “Fantasmão”, apontado por atuar na logística e na articulação do grupo.
Também é investigado A.L.F.S., conhecido como “André da Ilha”.
A investigação aponta ainda que integrantes da organização continuavam dando ordens mesmo depois de serem presos, usando intermediários que permaneciam em liberdade.
Ramificação internacional
A apuração identificou ainda possíveis conexões da organização na Bolívia e no Uruguai. Segundo a Segurança Pública, há indícios de vínculos com estruturas ligadas ao tráfico de drogas nesses países.
A operação busca identificar todos os envolvidos no plano e esclarecer a participação de cada investigado.