Descanso no interior a retiro espiritual: cresce a busca por um Carnaval mais tranquilo
Pesquisa aponta que 69% dos brasileiros vão ficar em casa no feriadão.
Enquanto milhares de foliões lotam blocos de rua e viajam para destinos badalados, há quem prefira um Carnaval mais sereno. Para muita gente, o feriado é uma oportunidade de descanso, seja em casa, no interior ou em retiros espirituais.
A assistente administrativa, Hellyda Fonseca já tem o roteiro certo para o Carnaval: fugir do barulho e aproveitar o descanso no interior. Para ela, o feriado prolongado é a chance de desacelerar. "O feriado prolongado na cidade, mesmo que em casa, costuma ser estressante. Agora, sentir o vento com cheiro de mato e se deitar em uma rede é muito melhor que qualquer remédio antidepressivo. É um costume viajar em todas as datas prolongadas. Voltamos renovados e mais preparados para recomeçar as atividades do dia a dia", explica.
Ela não está sozinha. Uma pesquisa da Hibou aponta que 69% dos brasileiros devem ficar em casa neste Carnaval. O estudo também mostra que 52% das pessoas enxergam o período como um momento para descansar a mente, enquanto apenas 7% preferem curtir blocos de rua.
A psicóloga Stheffanny Silva explica que essa pausa faz bem para o corpo e para a mente. "Um dos principais benefícios é a melhora na qualidade do sono e no descanso. Esse período de calmaria também ajuda na reconexão consigo mesmo, o que contribui diretamente para a saúde mental", afirma.
Daniel Oliveira, por exemplo, troca a folia por um retiro espiritual. Para ele, o feriado é um tempo de reflexão e conexão com a fé. “O retiro é o momento em que posso descansar, refletir e criar maneiras de aprofundar minha relação com Deus. Sinto que meu lugar não é nas festas e na agitação do Carnaval”, conta.
Segundo a psicóloga, o importante é respeitar as próprias necessidades. “Nem todo mundo gosta de agito, e está tudo bem. O essencial é entender o que faz bem para a sua saúde física e mental. Às vezes, estar rodeado de gente e ainda assim se sentir sozinho pode ser mais cansativo do que simplesmente ficar em casa”, finaliza.
Edição de texto - Luis Fernando Amaranes